Waze na Mídia

Este é o espaço para a troca de idéias sobre Waze, dar e receber recomendações, sugerir melhoras do programa e todo o relacionado com o aplicativo.

Moderators: BellVillense, Brazil Champs

Re: Waze na Mídia

Postby georgenqueiroz » Sat Feb 16, 2019 3:07 pm

A montadora que continuar vendendo carros e não milhagem vai quebrar, diz fundador do Waze

Com uma participação provocativa, o empreendedor Uri Levine, um dos fundadores do Waze, participou da Campus Party nesta sexta-feira (15).

O israelense Uri Levine não mede palavras para falar o que pensa sobre startups, um assunto que ele conhece bem. Um dos fundadores do Waze, Levine, que surge com 2 startups novas todos os anos, esteve no Brasil nesta sexta-feira (15) para participar da Campus Party.

Bastante polêmico e crítico, o empreendedor em série falou sobre o processo de criação de startups — e por que muitas delas falham. “O único caminho correto para uma startup é gerar valor. Se você não entender como fazer isso, sua ideia vai morrer”, disse Levine a um auditório lotado.

De acordo com ele, uma startup de sucesso consegue entender um problema que muitas pessoas têm, qual é a percepção desses usuários e, ao focar no problema, criar uma solução que será adotada. “Se você não falar com as pessoas, vai acabar criando uma solução para os seus próprios problemas e construir algo com o que ninguém se importa.”

Conhecido por ter criado um dos principais navegadores que tenta driblar o trânsito nas maiores cidades do mundo, Levine não poupou críticas à indústria automotiva.

“Há 100 anos, um carro da Ford fazia 8km por litro. Hoje, um carro continua fazendo 8km por litro. Mas aí surgiu o carro autônomo. A próxima geração não vai nem aprender a dirigir e se as montadoras continuarem vendendo carros e não serviço de milhagem e transporte vão quebrar”, afirmou.

Vendido por cerca de US$ 1 bilhão para o Google em 2013, o Waze é um dos aplicativos mais conhecidos e utilizados no Brasil. Levine também fundou outros apps, como Moovit, além de startups focadas em reduzir ineficiências no setor aéreo e médico.

Durante coletiva realizada antes de sua palestra, Levine foi questionado sobre as startups brasileiras que adaptam ideias globais ao mercado local, que tem um idioma e regras tarifárias bastante específicos — e se isso não atrapalha a inovação.

“Por que você está se importando com inovação?”, rebateu Levine. “O importante é gerar valor e solucionar os problemas das pessoas.”

https://g1.globo.com/economia/tecnologi ... waze.ghtml
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Re: Waze na Mídia

Postby georgenqueiroz » Wed Feb 20, 2019 11:04 am

Fundador do Waze diz que Brasil precisa de menos taxas e mais engenheiros

Uri Levine, fundador do Waze, afirma que o Brasil não é um centro de inovação e precisa motivar empreendedorismo

Uri Levine, um dos fundadores do Waze, apontou os caminhos para o Brasil se tornar um centro de inovação. O empreendedor israelense afirmou que tributação sobre investimentos, baixa quantidade de engenheiros e falta de encorajamento ao empreendedorismo são algumas das razões que atrapalham o crescimento do ecossistema de startups.

Levine conversou com a imprensa antes de sua palestra, uma das mais aguardadas da Campus Party, na sexta-feira (15). O evento trouxe diversos especialistas das áreas de tecnologia e empreendedorismo.

Mídia e governo

A responsabilidade para tornar o país mais atraente para empreendedores, segundo Uri Levine, está dividida entre duas instituições. “É necessária muita coragem por parte do governo e também da mídia”, afirma.

A imprensa, para o israelense, deve fomentar cases de sucesso. “A mídia tem o papel de contar histórias de empreendedores que estão tentando mudar o mundo para encorajar outros a fazerem o mesmo”, explica.

Do outro lado, o Estado deve incentivar a formação profissional e diminuir tributos em investimentos externos. “Precisamos de mais engenheiros, e isto é parte do sistema de educação. O governo pode encorajar isto”, diz. “E enquanto houver a limitação criada pelos impostos, virão apenas investidores locais. Isso é algo que precisa ser discutido se quiserem um ecossistema de startups diferente no Brasil”.

“Engenheiros podem construir coisas. E isso é muito importante na hora de criar novos produtos”, conclui Levine.

Resolvendo problemas
Para Levine, inovação não é um fim, e sim um meio para se encontrar a resolução de problemas . “Onde existe ineficiência, existe um chamado por disrupção”, afirma.

“Eu saí do Waze literalmente no dia seguinte de sua aquisição para poder construir novas startups. Eu tenho uma paixão interminável por mudar o mundo. Eu continuo tentando encontrar problemas que podem ser resolvidos. Para mim, é uma história sem fim”, conta o empreendedor. O aplicativo de navegação por GPS foi vendido ao Google em 2013 por mais de US$ 1 bilhão.

Além do Waze, Uri Levine trabalha com startups de diversos setores. A FeeX, de que é cofundador, torna taxas mais claras e ajuda pessoas a controlar suas finanças. A ZeeK, da qual se tornou investidor-anjo, é um marketplace de créditos em lojas e cartões-presente, colocando em uso valores absurdos que seriam desperdiçados por perda de prazo. A Engie, a mais nova startup do empreendedor, transforma veículos comuns em conectados. Essas e suas outras empresas estão descritas em seu site pessoal.

https://www.startse.com/noticia/empreen ... ngenheiros
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Re: Waze na Mídia

Postby georgenqueiroz » Wed Feb 20, 2019 11:23 am

Usuários de apps ganham até R$ 800 por mês dando caronas

BlaBlaCar, Waze Carpool e Wunder ajudam a desafogar o trânsito e diluem despesas com o veículo

São Paulo – Vai para o trabalho de carro e faz uma rota que tem demanda de passageiros? Se você ainda não dá caronas em apps, pode estar perdendo a chance de abater metade ou tudo o que gasta com combustível no mês. É possível que ainda sobre algum dinheiro para manutenção do veículo, como troca de óleo, por exemplo.

A engenheira Juliana Ziglio, 36 anos, mora em Valinhos, na região metropolitana de Campinas (SP), e trabalha na capital. Como passa por cidades de médio porte nesse caminho, dá carona para usuários da BlaBlaCar, “90% das pessoas para as quais eu dou carona são profissionais da minha região que trabalham remotamente para empresas da capital e eventualmente participam de reuniões na cidade”.

Juliana gasta cerca de 1,6 mil reais por mês com pedágios e gasolina. Com o app, consegue abater 800 reais dessa despesa cobrando até 18 reais por corrida até a capital, teto máximo permitido pelo aplicativo. “Com essa grana economizada, consigo viajar em feriados e fazer algumas compras”.

Ela conheceu o serviço por indicação de amigos durante a greve dos caminhoneiros, que paralisou o país no ano passado. “Tinha uma reunião e não podia faltar ao trabalho. Aí me indicaram essa alternativa”.

O engenheiro eletrônico André Oda, 36 anos, utiliza o Waze Carpool para dar caronas e consegue economizar cerca de 350 reais por mês com o serviço. “É metade do que gasto com gasolina por mês”, conta.

Ele dá carona para duas a três pessoas por dia, por 7 reais cada trecho, entre os bairros de Vila Mariana ao Brooklin, na cidade de São Paulo. “São geralmente as mesmas pessoas. Elas vivem e trabalham perto de mim, nos demos bem e agora elas preferem pegar carona comigo”.

A aeroviária Patrícia Alves, 44 anos, utiliza o Wunder para dar caronas no Rio de Janeiro. Patrícia mora na Ilha do Governador e trabalha no Aeroporto Internacional do Galeão. Ela consegue dar carona pelo app para até cinco pessoas por dia. “Com a contribuição dos caroneiros consigo pagar por mês 300 reais que gasto com combustível e até trocar o óleo do carro”. Patrícia cobra o teto máximo permitido pelo app: 0,60 centavos por quilômetro rodado.

No Wunder, assim como nos concorrentes, é possível colocar três pontos de parada ao longo do trecho percorrido. “Isso dá flexibilidade para quem dá carona”.

Diferenciais

Os apps já têm um atrativo natural: são uma alternativa mais barata do que apps de motoristas, como Uber e 99. Segundo Ricardo Leite, CEO da BlaBlaCar, enquanto o Uber cobra em média 2 reais por quilômetro rodado, um caronista cobra em média 0,20 centavos por quilômetro rodado entre São Paulo e Campinas. “A ideia é mesmo essa: o serviço não deve ser usado como uma fonte de renda extra, mas apenas para diluir os custos com o veículo e ajudar a desafogar o trânsito nas cidades”.

Mas, além do preço, existem outros diferencias que ajudam a atrair caroneiros. Juliana acredita que sua pontualidade, disposição para conversar e até o fato de ser mulher ajudam a atrair usuários. “O horário que vou para a cidade também é atrativo. Não vou muito cedo: pego um pouco de trânsito na chegada da cidade, mas acho que dormir um pouco mais sempre vale a pena”.

Já André busca deixar seu perfil com o máximo de informações possível para passar segurança aos caroneiros, inclusive com link para seu perfil no Linkedin. “Também busco ser cuidadoso na direção e colocar no máximo três pessoas no carro para fazer com que a viagem seja confortável”.

Cuidados com segurança

Apesar de poder escolher quem entra no carro, verificar avaliações de cada usuário e saber que cada app checa documentos e informações fornecidas, quem começa a oferecer caronas toma cuidados adicionais para não entrar em roubadas.

André diz que ficou apreensivo quando começou a usar o serviço. “Mas logo vi que quem usava o serviço tinha o mesmo perfil que o meu”, conta. Ele compara as caronas que realiza no app com serviços de motorista compartilhados. “Diferente desses serviços, você tem mais segurança, já que pode escolher as pessoas que vão entrar no carro”.

O engenheiro acha o serviço é seguro, o engenheiro já chegou a cancelar carona por conta do lugar de encontro e em casos nos quais a pessoa não disse em qual empresa trabalhava e ele não conseguiu verificar quem ela era nas redes, por exemplo. “Quando a pessoa não tem o perfil completo e é nova na plataforma, fico com o pé atrás: não ofereço a carona ou busco conversar mais com a pessoa pelo chat do app”.

Patrícia só dá carona para conhecidos. “Geralmente são vizinhos, pessoas que também trabalham no aeroporto e outros estudantes do curso que frequento”.

Na BlaBlaCar, Leite conta que caso algum usuário tenha um comportamento inadequado, recebe um aviso. “Em caso de novas ocorrências ou ocorrências mais graves, podemos suspender o perfil e até exclui-lo”.

https://exame.abril.com.br/seu-dinheiro ... o-caronas/
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Re: Waze na Mídia

Postby georgenqueiroz » Sat Feb 23, 2019 12:40 pm

BMW e Mercedes-Benz se unem em batalha de US$ 1 bilhão contra Uber e Waze

Rivais compartilham do mesmo interesse: ganhar visibilidade e frear o avanço de startups independentes em serviços de mobilidade urbana

Uber e Waze que se atentem, pois há um combate de gigantes à vista. E seus adversários são ninguém mais, ninguém menos que BMW e a Daimler, grupo responsável pela Mercedes-Benz.

Rivais no mercado automotivo convencional, os dois fabricantes alemães de veículos premium anunciaram uma parceria voltada a serviços e aplicativos de mobilidade urbana.

As empresas não divulgaram datas para iniciar a operação conjunta, mas parecem decididas a ganhar a batalha: o volume a ser investido no projeto, US$ 1,3 bilhão, dá uma noção do que deve vir pela frente.

Os serviços não se restringirão apenas a serviços de táxi/Uber e definição de trajetos (como Waze e Google Maps): também indicarão vagas disponíveis em estacionamentos e pontos para recarregar as baterias de carros e motos elétricos.

Previamente batizados, os responsáveis por estas funções serão os aplicativos Reach Now, Share Now, Park Now, Free Now e Charge Now. Os cinco farão toda a logística de mobilidade, desde a solicitação de veículo até os pontos de recarga.

https://quatrorodas.abril.com.br/notici ... er-e-waze/
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Re: Waze na Mídia

Postby georgenqueiroz » Mon Feb 25, 2019 8:05 pm

O Waze realmente encurta a viagem? Fizemos o teste

O choque é diário para quem vive nas grandes cidades. Você sai de casa para ir ao trabalho e “boom”… tudo parado, trânsito para todos os lados. A cena se repete no final do dia... E para tentar escapar desse mar de carros, motoristas do mundo inteiro não dão a partida sem antes conectar seu aplicativo de navegação favorito; de preferência aquele que tira a gente do trânsito…

Mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo usam o Waze todos os dias para dirigir. O aplicativo usa a localização dos smartphones através do GPS para determinar a velocidade do tráfego. Em seguida, o algoritmo do app faz cálculos para direcionar os motoristas pela rota mais rápida. E se o trânsito estiver ruim nas vias expressas e grandes avenidas, o Waze manda a gente para as ruas locais – é assim que funciona. Funciona?!

Com 4 milhões e 400 mil usuários ativos todos os meses, São Paulo é a maior cidade do Waze no mundo. Todos os dias, o paulistano usa o aplicativo, em média, por pelo menos 90 minutos – uma hora e meia. E, claro, a maioria ainda aposta suas fichas que, SIM, o Waze sempre dá o melhor caminho…

A nossa equipe dirige diariamente pelas ruas de São Paulo desde muito antes de o Waze existir. Mas em 2010, quando o app foi lançado por aqui, a gente também passou a usar o aplicativo para tentar fugir do trânsito caótico da cidade. A questão é que, de um tempo pra cá, a gente começou a duvidar um pouco dessa eficiência quase mágica do Waze. Será que realmente estamos indo mais rápido acreditando cegamente na ferramenta ou aquele nosso velho e bom caminho “de cabeça” é melhor?! Antes de tirar qualquer conclusão, voltamos às ruas: definimos três trajetos e fizemos, ao mesmo tempo, em dois carros; um seguindo o caminho do Waze e outro apenas pelas vias principais… olha só o que deu.

Pela manhã, com o trânsito ainda bastante carregado, saímos aqui do Olhar Digital, na região do Morumbi, na zona sul de São Paulo, e fomos até o Estádio do Pacaembú; na região central da cidade. Uma viagem de aproximadamente 10 quilômetros. O Waze errou um pouco o tempo estimado de chegada. A viagem levou 44 minutos. O aplicativo mudou a rota no meio do caminho, passou por ruas com obras e bastante congestionadas e, ainda assim, chegou 2 minutos antes do nosso motorista, que veio seguindo apenas sua intuição. Pouca diferença, mas… ponto para o Waze.

A história mudou nas próximas duas corridas. Na primeira, saímos do Pacaembu em direção ao Aeroporto de Congonhas; 14 quilômetros de distância. Resultado: com Waze, 45 minutos. Sem Waze, 38 minutos… jogo empatado, mas com uma diferença um pouco maior. Na volta para o Morumbi, lá de Congonhas, nova vitória da intuição humana. Com Waze, 21 minutos; sem Waze, 17 minutos!

O resultado da nossa experiência reflete um pouco do que aponta um recente estudo sobre transportes da Universidade de Berkeley, na Califórnia: o relatório diz que provavelmente os apps de navegação - e aí não só o Waze - estejam contribuindo para um trânsito mais lento em geral. Em algumas situações, essas ferramentas até podem funcionar para um ou outro indivíduo, mas, no geral, pioram o congestionamento. O pessoal do Waze afirma que o app foi projetado para espalhar os carros pela rede e aliviar o tráfego, e que o aplicativo funciona, mesmo que uma multidão de motoristas usa a mesma ferramenta... Nós conversamos com o CEO do Waze, que, de passagem pelo Brasil, ofereceu a sua visão do problema.

O matemático responsável pelo estudo da universidade californiana Alexandre Bayen foi categórico ao dizer que à medida que mais e mais motoristas usarem os mesmos aplicativos para se locomover, os problemas definitivamente vão piorar. Mais do que isso, ao mandar motoristas para ruas que não foram projetadas e não estão preparadas para um fluxo intenso de veículos esses apps podem acabar com a qualidade de vida dos moradores daqueles bairros. É de se pensar: mais de quatro milhões de pessoas usando o Waze em São Paulo, o resultado são inúmeras pessoas cortando o mesmo caminho ao mesmo tempo. E, de repente, aquela ruazinha tranquila e pacata está travada. O que fica fácil de imaginar é que, desta forma, o trânsito não está sendo evitado, mas apenas transferido para as ruas menores…

Ainda não há uma cartada final para abençoar ou demonizar o Waze e outros apps de navegação. O fato é que os congestionamentos não são bons para ninguém - nem para a economia do país, que perde 267 bilhões por ano com toda essa lentidão. O que dá para entender, pelo menos por enquanto é que, no início quando ainda pouca gente usava esses aplicativos de navegação como o Waze, os ganhos eram mais claros. A gente realmente conseguia fugir do trânsito e chegar mais rápido. Mas parece que com a adoção em massa de uma mesma solução, o Waze já não resolve mais o problema e há quem diga que os benefícios não vão além do que simplesmente indicar um caminho – como os antigos GPS já faziam...

https://olhardigital.com.br/video/o-waz ... este/78392

https://www.facebook.com/olhardigital/v ... 068856026/
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Re: Waze na Mídia

Postby georgenqueiroz » Tue Feb 26, 2019 11:28 am

CARROS AUTÔNOMOS SÓ ESTARÃO NAS RUAS DAQUI A 10 ANOS, DIZ CRIADOR DO WAZE

Ácido e bem humorado, o visionário empreendedor não poupa críticas à indústria automotiva e afirma que, se os fabricantes de carros não mudarem seu modelo de negócio, eles estarão com um sério problema

"Os carros autônomos só irão dividir as ruas com os carros regulares — que precisam de motoristas — daqui a no mínimo uns 10 anos."

"A questão é quem vai oferecer o serviço. O Google? A Uber? Os fabricantes de automóveis? Talvez novos players."

"Se você é fabricante de carros e não muda o seu modelo de negócio, então você tem um problema sério."

Autoesporte conversou com o empreendedor Uri Levine, o autor das frases acima, e o homem que se diz preocupado em solucionar grandes problemas da sociedade. O que Levine quer é gerar impacto. Ácido e bem humorado, o criador do Waze não poupou críticas ao modelo de mobilidade atual, mas disse não ter bola de cristal para adivinhar o futuro.

Ele enfatizou a importância de se investir em transporte público de qualidade. E, entre outros pontos, comentou sobre a urgência de se implementar sistemas de carros compartilhados. Depois de fundar o Waze e vendê-lo para o Google por quase R$ 4 bilhões, Levine criou os apps Moovit (uma espécie de Wikipedia do trânsito), Engie (que ajuda a administrar a manutenção do carro), Feex (que explica as taxas cobradas pelos bancos) e FairFly (com as passagens aéreas mais baratas).

Confira a entrevista abaixo:

AE: Você disse que com o advento do carro autônomo a próxima geração nem aprenderá a dirigir. Em quanto tempo, exatamente, você acha que isso vai acontecer? 5, 10 anos?

Eu acho que perdi minha bola de cristal (risos), mas arrisco dizer que a estrutura viária estará pronta em cinco anos. Porém, os carros autônomos só irão dividir as ruas com os carros regulares - que precisam de motoristas - daqui a pelo no mínimo uns 10 anos.

AE: As empresas de tecnologia vão engolir ou acabar com a indústria automotiva?

Eu não penso assim. Um carro é uma máquina muito complexa, e eu não acho que as empresas de tecnologia vão construí-las. A questão chave é quem vai oferecer o serviço. O Google? A Uber? Os fabricantes de automóveis? Talvez novos players. Se houver investimento, talvez até as empresas de aluguel de carros.

AE: Você também disse que se as montadoras continuarem a vender carros, e não o serviço de milhagem, elas vão quebrar. Isso tem a ver com a sua afirmação de que "o importante é gerar valor e resolver os problemas das pessoas”? Você acha que a tecnologia pode salvá-los?

É muito simples. Imagine um modal excessivamente dependente do ônibus ou do caminhão. E aí você se pergunta: quais são os custos dessa operação para manter esses motoristas? São muitos! Agora imagine um serviço do tipo do Uber, sem motorista. Na verdade, já existem pessoas em São Paulo hoje que desistiram de usar seus carros para usar o Uber. Se esse serviço for autônomo, o custo da operação cai drasticamente.

E a questão da massa crítica sobre esses veículos não tem sentido. A GM, por exemplo, pode construir uma frota para apoiar toda a demanda em São Paulo em um par de meses. Assim, o preço cairia dramaticamente. Haverá mais pessoas que renunciarão aos carros e ainda assim utilizarão os serviços de aluguéis de carros mais do que hoje. Então, os resultados são simples. Se você é fabricante de carros e não muda seu modelo de negócio, então você tem um problema sério.

AE: Os aplicativos de geolocalização têm agitado a maneira como as pessoas dirigem. Isso já é meio caminho para a cultura de automóveis e carros autônomos?

Existem três coisas distintas. A geolocalização, que permite maior mobilidade, e mais pessoas a sentir-se confiantes o suficiente para dirigir (eu posso dirigir em um país cuja língua eu não falo). O compartilhamento de automóveis não tem nada a ver com geolocalização, mas com comportamento humano. E, o fato de que escolhemos mobilidade com base em três critérios: velocidade, custo e conveniência. Infelizmente, este último é o mais crítico.

O resultado é que ainda há muitas pessoas que não utilizam carros compartilhados de qualquer tipo, sistemas de aluguéis ou transporte público. Com mais carros e mais motoristas as pessoas se sentem mais confiantes. Por isso o caos na mobilidade urbana, com seus enormes engarrafamentos, são hoje muito mais severos do que antes. E para mudar isso só existe um jeito, precisamos aumentar o número de passageiros por veículo.

https://revistaautoesporte.globo.com/No ... -waze.html
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Re: Waze na Mídia

Postby georgenqueiroz » Fri Mar 01, 2019 11:24 am

O Guia Waze para o Carnaval

Fortaleza – Como se sabe, o volume de tráfego no Waze, o aplicativo de mobilidade, aumenta consideravelmente durante esta temporada. Confira alguns insights do app:

Na sexta-feira de Carnaval, por exemplo, há um crescimento de cerca de 380%, e no sábado de mais de 520% em navegações para as praias no Carnaval do que no resto do ano. As visitas a estabelecimentos comerciais também crescem muito nesta época.

Na mesma data, há cerca de 24% a mais de rotas para farmácias, 29% para supermercados, 34% para caixa eletrônico e 17% para postos de gasolina.

No sábado de Carnaval, o aumento é de 52% em supermercados, 35% nas farmácias, 29% nos fast foods, 49% em postos de gasolina e 92% em aeroportos.

O app aponta as praias com maior aumento de tráfego durante essa época do ano, com base no ano passado. Nenhuma delas no Ceará. Quase todas no Rio e em São Paulo. Apenas uma na região Nordeste, Praia do Forte, na Bahia.

waze.png
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O que o app sugere para o carnaval

O Waze preparou algumas dicas e uma lista de recursos que ajudará os usuários a ficarem informados sobre as condições das vias, bloqueios e congestionamentos.

“Pessoal, cheguei!”

Se você está visitando os seus amigos ou família, enviar o seu horário estimado de chegada (HEC) é uma maneira de avisá-los que já está a caminho. E não esqueça de mandar um amigável “beep-beep” clicando no botão da buzina.

Para enviar o HEC antes de iniciar sua viagem, selecione o amigo com quem você gostaria de compartilhar a sua rota e aperte “Enviar”. Para compartilhar seu HEC por mensagem de texto, Whatsapp, email ou para copiar o link, toque em “Mais”.

Para enviar o HEC depois de ter começado a sua navegação, toque na barra de HEC na parte inferior da tela > Envie HEC e selecione o amigo com quem você gostaria de compartilhar a informação e toque em “Enviar”. Para compartilhar seu HEC por mensagem de texto, email ou para copiar o link, toque em “Mais”.

Mantenha os olhos na estrada

As configurações de comando de voz ajudam os motoristas a manter as mãos no volante e os olhos na estrada. Para ativar os Comandos de Voz, toque em “Menu” e depois em “Configurações”. Selecione a opção “Comandos de Voz” e altere para “Ativar”. Escolha como os comandos de voz serão acionados: “toque com três dedos”, “3 dedos ou acene”, ou “3 dedos ou acene 2 vezes”.

Lembrete de Criança pode ajudar você não esquecer animais no carro

Lembrete de Criança é um alerta personalizável que aparece quando você chega ao destino. Além de lembrar os usuários de pegar seus filhos no carro, ele é útil para animais de estimação ou para objetos, como mantimentos, ou simplesmente algo que você precisa ser lembrado de fazer após uma longa viagem de carro. Para ativar, basta acessar o Menu > Configurações > Ativar o lembrete. Para personalizar a mensagem, selecione “Mensagem personalizada”, digite o texto e clique em “Pronto”.

Faróis ligados

A exigência de que o motorista mantenha os faróis ligados ao dirigir, mesmo durante o dia, em rodovias estaduais e federais é lei em quase todo Brasil, com exceção das rodovias do Distrito Federal. O Waze possui recurso que lembra o usuário de acender os faróis de seu veículo assim que ele entra em alguma estrada. Depois de colocar um destino, o usuário recebe alertas a uma distância de 200 a 300 metros da entrada na rodovia.

Percurso com hora marcada

Planejar a hora de sair para viajar é um ótimo recurso para quem viaja neste feriado. E pode ser acionado a qualquer momento: basta registrar o dia e hora que o usuário precisa chegar a um determinado local e o Waze vai recomendar o melhor horário de partida, enviando um alerta perto desse horário, baseado nas condições de trânsito atualizadas a todo segundo. Para otimizar esse recurso, o usuário deve permitir que o Waze acesse o seu calendário ou os eventos do Facebook para que os compromissos registrados automaticamente se tornem Percursos Planejados no Waze.

http://blogs.opovo.com.br/jocelioleal/2 ... -carnaval/
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Re: Waze na Mídia

Postby georgenqueiroz » Tue Mar 05, 2019 11:05 am

Ecossistema brasileiro não é favorável para startups, diz fundador do Waze

Para Uri Levine, cobrança de impostos para empresas iniciantes e falta de desenvolvedores prejudica ecossistema brasileiro

Para o empreendedor israelense e investidor em série Uri Levine, o ecossistema brasileiro não é favorável para empreendedores nacionais. “Se eu invisto em uma startup brasileira e ela tem sucesso, eu pago impostos no Brasil. Isso não acontece em Israel. O formato que o sistema tem aqui não encoraja investidores nacionais a apostarem nas startups locais”, explicou Levine durante sua participação no Menina Executiva Show, programa que entrevista empreendedores de tecnologia.

Além das taxas, o executivo contou que há outros dois fatores que prejudicam as startups locais: a falta de desenvolvedores e o medo que os empreendedores têm de falhar. “No fim das contas, precisamos de pessoas que construam as coisas e, por isso, o ecossistema brasileiro precisa ser redefinido para a inovação e empreendedorismo”.

Apesar de desfavorável para startups nacionais, Uri Levine aponta o mercado brasileiro como sendo bastante promissor para as empresas que vêm de fora. Levine foi fundador do Waze, aplicativo que ajuda motoristas a escaparem do trânsito e que foi vendido para a Google por mais de US$ 1 bilhão em 2013. No Brasil, a plataforma encontrou aqui o segundo maior mercado. Já para o Moovit, também fundado pelo executivo israelense, o Brasil é o primeiro.

Recentemente, Levine foi um dos magistrais da 12ª edição da Campus Party. Durante sua palestra, o empreendedor estimou que nos próximos 10 anos, das 10 maiores empresas globais que temos atualmente, apenas metade irá se manter no topo. Ele também foi categórico ao dizer que a próxima geração de pessoas sequer dirigirá um carro.

https://itmidia.com/ecossistema-brasile ... r-do-waze/
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Re: Waze na Mídia

Postby georgenqueiroz » Thu Mar 07, 2019 1:10 am

Google Maps vs Waze: Qual o melhor para quem anda na estrada?

Quando falamos em apps de navegação, ou seja, as que nos ajudam a encontrar o melhor caminho para qualquer lugar lembramo-nos logo do Waze e do Google Maps. De facto, estas duas aplicações são muito populares. Talvez o Maps até seja mais, uma vez que vem instalado em todos os smartphones Android. No entanto, o Waze, pelas suas características também não fica muito atrás. Mas afinal numa competição Google Maps vs Waze qual é o vencedor?

É a esta questão que vou tentar responder nas próximas linhas.

Google Maps vs Waze: Uma nota de abertura

Embora conduza frequentemente o meu próprio automóvel, também costumo utilizar a UBER com alguma regularidade. A propósito desta questão tenho questionado diversos profissionais desta empresa acerca da melhor aplicação a usar. Afinal de contas têm uma experiência diária na estrada. Assim, vou centrar-me na minha opinião neste comparativo e posteriormente vou revelar todo o feedback que recebi por parte dos motoristas.

Uma coisa é certa, seja qual for o melhor, a Google ganha sempre. É que tanto o Maps como o próprio Waze pertencem ao gigante dos motores de busca e não só.

O Waze também é da Google como acontece com o Maps

Tecnicamente, o Waze pertence à empresa Alphabet que é detida pela Google, mas que tem a capacidade de operar de forma independente. Apesar disto, existem algumas parcerias entre elas. Por exemplo, a aquisição da Waze permitiu trazer os alertas de tráfego para o Google Maps, enquanto o Waze passou a poder utilizar alguns dados da Google.

Waze vs Google Maps: Começarmos a conduzir

As duas aplicações são muito fáceis de utilizar e como tal não teremos dificuldade em começar a conduzir rapidamente para o nosso destino. Partindo do princípio que já temos o Waze e o Maps instalado e configurado no nosso dispositivo vamos ver com que rapidez podemos começar a navegar.

A navegação no Waze

Abrindo o Waze é uma questão de carregarmos na Lupa. Posteriormente temos de introduzir o local na opção É para onde. A seguir é nos dado um resumo do local ao qual nos pretendemos dirigir. Resta-nos apenas carregar em Iniciar.

Quero destacar que o Waze tem ainda a opção Mais logo em que podemos programar a hora de saída e nos é dada um expectativa do tempo que iremos levar a mais ou a menos.

Carregando em Iniciar temos a opção de escolher outra Rota ou Partilhar Rota. Vemos também uma informação rápida acerca do nosso trajeto. Se há obras, acidentes, etc.

Apesar de não usar o Waze no meu trajeto para casa, uma vez que já conheço o caminho, abro sempre a aplicação e adiciono o local de destino para verificar se ocorreu algum acidente ou outro problema que esteja a afetar a circulação. Assim, poderei ir por outro caminho mais rápido. É que na vida de blogger todos os segundos contam.

A navegação no Maps

No caso do Maps, assim que abrimos a app temos logo a opção de pesquisar na janela principal. Assim, só temos de introduzir o local para onde nos pretendemos dirigir.

Com o local escolhido surge um ecrã onde podemos obter as direções para a navegação porta-a-porta e podemos ainda partilhar ou guardar o trajeto.

Quando carregamos em direcções aparece a janela onde podemos iniciar o trajeto.

Entretanto se carregarmos na opção passos e mais somos levados a uma nova janela. Aí, podemos verificar, à semelhança do Waze, como estará o trânsito nas diferentes horas a que sairmos. Isto para nos dar uma aproximação mais correta da hora de chegada.

Quando carregamos em Iniciar estamos prontos para conduzir.

À semelhança do Waze também podemos a qualquer altura optar por um trajeto alternativo.

Qual deles o melhor?

Na prática os dois são muito semelhantes no que diz respeito ao início da navegação. Ainda assim, gosto mais do resumo do Waze. Existe ainda outra vantagem. É a opção Mais tarde de que falei à pouco.

Não é tanto por nos permitir ver o trânsito e a hora de chegada se formos sair mais tarde.

A questão é o alerta em si. Ou seja, o Waze avisa-nos quando for hora de sair.
Neste campo o Waze para mim é o vencedor.

Google Maps vs Waze: a Interface

Ao nível da interface já é mais uma questão de gosto pessoal. Eu acho que o Waze está muito intuitivo e sobretudo mais simples. Isto é normal, especialmente se considerarmos que o Maps não se destina apenas a navegação. Como tal poderá ser mais complexo.

No entanto, olhando apenas para a questão da condução que é um dos objetivos deste comparativo, o Waze parece-me mais simples. Tem um design bem conseguido e mais prático que leva os utilizadores a encontrarem rapidamente aquilo que procuram.

Google Maps vs Waze: um braço de ferro nas funcionalidades

Posso dizer que ao nível das funcionalidades temos um verdadeiro braço de ferro entre as duas apps, dependendo claro da abordagem. O melhor seria juntar-se as duas numa só. Não sendo possível temos de encontrar um potencial vencedor.

Onde o Waze começa a ganhar uma clara vantagem sobre a concorrência é nas muitas funcionalidades que oferece. Neste campo, a parte mais importante do Waze é a componente social.

De facto é na interacção social que o Waze é diferente dos outros!

A comunidade de Wazers (os utilizadores do Waze) é realmente espetacular e estão sempre dispostos a ajudarem-se. Assim, cada pessoa tem a possibilidade de reportar trânsito, acidentes, perigos, preços de combustível, informar acerca da existência de radares ou polícia num determinado local e até conversar.

Outra possibilidade muito interessante é o SOS.

Sim é possível pedir ajuda à comunidade de wazers se estiver envolvido, por exemplo, num acidente ou em qualquer outro evento grave.

Se considera que a maioria das pessoas se limita a utilizar a app sem reportar os factos que mencionámos acima, desengane-se.

Todos os utilizadores são muito ativos e reportam ativamente as mais variadas situações.

No Maps não temos este tipo de comunidade e como tal nunca estaremos tão informados acerca das mais variadas situações. Claro que temos avisos de trânsito e outras questões, mas não é a mesma coisa.

No entanto há outros pormenores em que o Maps é muito bom e que o Waze não tem.

Enquanto o Waze é uma opção excelente quando somos nós a conduzir, o Maps permite-nos explorar outras formas de deslocação. Assim, nas direcções podemos verificar o tempo que demoramos de carro, a pé, de transportes públicos ou em viaturas particulares, nomedamente, Taxi e todas as outras plataformas.

Aqui é a altura em que o Maps dá 3 a 0 à concorrência.

Uma das funcionalidades que mais gostamos é sem dúvida o comparador de viaturas privadas. Podemos ver o custo de ir para um determinado local na Uber, Kapten (confesso que não conhecia este serviço), no myTaxi e no Cabify. Isto é sem dúvida interessante porque nos pode ajudar a poupar algum dinheiro. O comparativo em algumas análises que fiz ajuda a poupar entre 3 a 4 Euros, ao revelar o melhor serviço para cada tipo de deslocação.

O feedback que fui recebendo por parte de alguns motoristas

Já usei tanto o Waze como o Maps em diversas ocasiões. Confesso que graças às questões de interacção social o Waze parece garantir uma melhor experiência. É que existem, por vezes, alguns elementos para os quais não somos alertados no Maps. Estes pormenores podem ser essenciais para garantirmos que chegamos a um determinado local de uma forma mais rápida e segura.

Claro que isto vale o que vale. No entanto, os motoristas da Uber que fui inquirindo usavam normalmente o Waze, numa proporção de 7 em cada 10. No entanto, também há os que preferem o Maps por afirmarem que é mais fidedigno.

Não sei exatamente qual será mais fidedigno. Pela minha experiência, confio mais no Waze. É que o feedback da comunidade wazer é sem dúvida fundamental para nos garantir a melhor experiência de condução. No entanto, acho que vai partir de cada utilizador.

Google Maps vs Waze: Afinal qual é realmente o melhor?

Não é muito fácil escolher um vencedor. É que eles acabam por ser diferentes nas características que oferecem. Na realidade, para umas coisas o Waze é melhor. Para outras mais vale o Maps.

Em suma, se costuma andar de transportes públicos, ou recorre a serviços como a UBER ou Taxify para se deslocar e gosta de andar a pé então o Google Maps é ideal para si.

Terá toda a ajuda de que necessitar, incluindo custos de deslocação.

Agora se anda sempre com o seu automóvel e procura um sistema de navegação ultra-completo para mim o vencedor é o Waze. Na realidade esta aplicação é um alívio para qualquer condutor que não gosta de chegar atrasado e quer evitar acidentes e outros problemas na estrada. Em paralelo, ao alertá-lo para a existência de radares em determinadas zonas, ainda o ajuda a poupar dinheiro e a que faça uma condução mais consciente e com o pé menos pesado no acelerador.

https://www.leak.pt/google-maps-vs-waze ... a-estrada/
George Queiroz

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Re: Waze na Mídia

Postby georgenqueiroz » Wed Mar 13, 2019 4:25 pm

'Alerta de risco de crime' do Waze provoca debate sobre preconceito em São Paulo

Recurso está em operação desde fevereiro, em 35 regiões da capital paulista. Comissão da Câmara Municipal deve convidar aplicativo a prestar esclarecimentos

São Paulo – O chef Edson Leitte saiu de sua casa semana passada, no Jardim São Luiz, zona sul de São Paulo, para ir a um compromisso em São Caetano do Sul, na região metropolitana. Em busca de um caminho melhor para percorrer o trajeto de automóvel, decidiu usar o popular aplicativo Waze. Pouco tempo depois de iniciar o deslocamento, porém, uma forte chuva o fez desistir de seguir em frente.

O chef, criador da Gastronomia Periférica, achou melhor voltar para casa e esperar a situação melhorar. No retorno veio a surpresa: com o aplicativo ainda ligado, ouviu a voz feminina do Waze alertá-lo: “Entrando em área com risco de crime”.

"Geralmente quem mora na quebrada, não utiliza o aplicativo para voltar pra casa, então é quase impossível saber que isso está sendo dito. Por morar no bairro, meu conhecimento sobre o lugar é na visão de quem mora aqui, ou seja, não é uma área com risco de crime. Temos mais criminosos por metro quadrado no Senado Federal e na Câmara dos Deputados do que na quebrada. Lá sim é uma área de risco de crime. Imagina pra quem não mora aqui e quer vir visitar um restaurante, participar de uma atividade cultural na quebrada”, critica Edson Leitte.

Para ele, o alerta estimula a estigmatização do bairro e prejudica a atividade econômica local. "É grave o que um aplicativo do tamanho do Waze faz. Não mapeia os restaurantes, as atividades bacanas que acontecem por aqui, mas chama indiretamente de criminosos todos que moram no bairro.”

Assista o vídeo com o alerta:



Explicações

A revolta do chef encontrou respaldo na Câmara Municipal. Por iniciativa do vereador Police Neto (PSD), a Comissão de Política Urbana deve aprovar requerimento, nesta quarta-feira (13), para convidar os responsáveis pelo aplicativo Waze a prestarem informações. Outras plataformas digitais semelhantes, como o Google, também deverão ser chamadas, assim como autoridades das policias militar e civil, Guarda Civil Metropolitana (GCM), e representantes da Secretaria Municipal de Segurança Urbana e da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Segundo Police Neto, a situação indica a existência de dois problemas, sendo o primeiro a própria definição do é "zona de risco”. “Que autoridade pública é essa que tem a delegação da sociedade para anunciar que ali é uma zona de risco?”, questiona.

Como exemplo, cita que a cidade de São Paulo pode ter áreas de risco por problemas frequentes de acidentes de trânsito ou por questões de insegurança urbana. “Quando você pega os primeiros balanços do carnaval, a região mais violenta de São Paulo foi a República (no centro da cidade), e a República não é um bairro periférico como o anunciado pelo Waze como região de risco.”

Para o vereador, antes de haver a avaliação se é certo ou errado a informação prestada pelo aplicativo, é preciso entender qual a metodologia utilizada para definir se uma área é ou não de “risco”.

O segundo problema é do ponto de vista ético. “Como você torna pública essas informações sem realizar uma ponderação com a autoridade policial? É o Waze anunciando que ali tem risco por conta do próprio Waze. Então não é uma autoridade policial fazendo isso”, pondera.

Police Neto destaca que o aplicativo também orienta usuários do transporte coletivo e pergunta: “Será que o Waze vai dar a mesma informação; ‘você está entrando num ônibus de risco’?”.

“A ideia não é apontar para alguém dizendo que está certo ou errado. O que nos parece nesse momento é que, ao não apresentar a metodologia, o aplicativo corre o risco de dar uma informação equivocada. A dinâmica de mobilidade na cidade é para gerar segurança e não tirar. Então qualquer aplicativo de mobilidade tem que levar a informação que quanto mais as pessoas circularem, menor será o crime”, defende o vereador.

Como outro exemplo, Police Neto pondera que a Avenida Santa Catarina, onde há em torno de 1.500 CNPJs ativos, está localizada a cerca de 300 metros de distância da favela Alba. Nesse caso, se houver o alerta de risco para a Avenida Santa Catarina, pode colocar em risco toda a atividade econômica da região.

“Por isso temos que cobrar do aplicativo que a metodologia seja aberta e validada, para ser orientada a partir disso, senão é uma informação que serve apenas para gerar pânico nas pessoas.”

Outro lado

Procurado pela reportagem da RBA, o Waze informou que o alerta funciona na capital paulista desde o mês de fevereiro. É a segunda cidade do país a ter esse recurso. Ao todo, o aviso tem acontecido em 35 áreas da cidade até o momento. "Podemos expandir ou alterar as áreas cobertas com base nas condições variáveis e no feedback dos usuários”, explica a empresa.

Questionada sobre qual base de dados utilizada para fornecer o alerta, o Waze explica que "leva em consideração o conteúdo gerado por seus usuários e também inclui informações públicas disponíveis.”

Segundo o aplicativo, a ideia de fornecer a informação de área de risco surgiu no Rio de Janeiro, por ocasião dos Jogos Olímpicos de 2016.

"O recurso em si funciona de forma muito semelhante ao recurso ativo no Rio de Janeiro. O desafio foi grande porque sabíamos que o Rio tem centenas de áreas consideradas não seguras, apesar de muitas serem comunidades vibrantes com uma cultura incrível, elas infelizmente sofrem com a criminalidade local. Devido à geografia do Rio de Janeiro, é fácil se perder. Essa configuração fornece informações antecipadamente para os motoristas que não estão familiarizados com a cidade, então eles têm a chance de evitar uma determinada rua se desejarem. Nossos critérios eram reunir as áreas com maior histórico de criminalidade, alertar os motoristas sobre essas áreas e dar a chance de eles mesmos fazerem a escolha de passar por essas áreas ou seguir por uma rota alternativa sugerida pelo aplicativo”, explica, em nota, a assessoria do Waze.

Ainda segundo a empresa, esse tipo de alerta foi um dos recursos mais pedidos pelos usuários do aplicativo. "Assim como vários recursos do app, foi construído com base no feedback deles (usuários) e da nossa comunidade de editores de mapas."

Questionada se o alerta pode colaborar para estigmatizar a região onde ele ocorre, o Waze diz que o objetivo é "fornecer assistência à comunidade de motoristas do Waze, fornecendo informações relevantes e significativas relacionadas aos trajetos e entornos".

O aplicativo destaca que o alerta "é uma forma de informar o motorista sobre o trajeto traçado, assim como sempre fornecemos informações em relação à presença da polícia e riscos nas vias, entre outros".

https://www.redebrasilatual.com.br/cida ... -sao-paulo
George Queiroz

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